Perto do coração ferido
Não chegue muito perto. Meu dente esta rachado e faz doer o corpo todo. Quando eu perco muito tempo com a cabeça perdida na internet, eu fico deprimida. Deve ser alguma coisa de bipolares. A gente pensa 400 coisas por minuto, e isso não é sinônimo de inteligência, muito menos de tranquilidade ou a distração sábia. Quando eu me distraio tenho uma dificuldade muito grande de me juntar de novo, e me dá uma sensação de vazio estranha, como se eu não tivesse nada dentro do corpo, meus braços tivessem 5 metros cada, e tudo em volta em câmera lenta, olhasse pra mim.
Meu corpo escolhe alguém pra gostar. Tem gente que nem precisa dizer nada, do meu lado já me faz coçar, não relaxar nos silêncios, sentir minha gastrite rodando e rodando no estômago. Outras, me sinto bem e gostaria de sentir a mão no meu cabelo, ou ficar sentada olhando jogar videogame.
Queria ficar deitada olhando pro teto. Queria conversar com alguém no telefone por 4 horas. Meu computador de casa pifou, meu telefone pifou há dois meses, meu celular não tem crédito. Queria que o anônimo voltasse a comentar no meu blog. Achei que tinha achado um jeito dele sumir, mas quando ele sumiu eu fiquei com saudade.
Queria que me dissessem coisas mais groseiras, pra ver se raiva me tira desse fundo do poço que eu me coloco, não pelo lado ruim, mas só um canto longe e escuro que eu me escondo do mundo, ouço a minha própria música. Depois eu também queria esquecer com mais facilidade a raiva, porque eu também me perco nela.
Não queria dizer isso pra ninguém, eu tenho vergonha.
Meu corpo escolhe alguém pra gostar. Tem gente que nem precisa dizer nada, do meu lado já me faz coçar, não relaxar nos silêncios, sentir minha gastrite rodando e rodando no estômago. Outras, me sinto bem e gostaria de sentir a mão no meu cabelo, ou ficar sentada olhando jogar videogame.
Queria ficar deitada olhando pro teto. Queria conversar com alguém no telefone por 4 horas. Meu computador de casa pifou, meu telefone pifou há dois meses, meu celular não tem crédito. Queria que o anônimo voltasse a comentar no meu blog. Achei que tinha achado um jeito dele sumir, mas quando ele sumiu eu fiquei com saudade.
Queria que me dissessem coisas mais groseiras, pra ver se raiva me tira desse fundo do poço que eu me coloco, não pelo lado ruim, mas só um canto longe e escuro que eu me escondo do mundo, ouço a minha própria música. Depois eu também queria esquecer com mais facilidade a raiva, porque eu também me perco nela.
Não queria dizer isso pra ninguém, eu tenho vergonha.

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