Longe-se ia outras tantas ondas, quando de repente o susto me cortou as amarras e me deixei percorrer o meu medo. Pesadelo, tento controle mas as tentativas acabam em conspirações da minha vida por outros controles. Enquanto não cruzo o mar pra ver seu tamanho, as casas de vitória tornaram-se prédios feios e curtos, as minhas ruas curvas de jardim da penha tem um novo fluxo, e as árvores entortaram. Da locadora pra casa, debaixo do braço algo como “embriagados de amor”, deixo ele falar de mim, e pessoas longilíneas dobram as esquinas com bolsas coladas ao corpo, olhando ao redor, e o redor também olha, mas sigo como de costume, como se o medo só paralisasse a mente, não as pernas. Se a mente tem entranhas, se elas se auto controlam, se a abiogênese raciocinal contornasse sozinha ele e o resto num novo projeto de mundo, como fez o jazz, aí talvez meu filme fosse outro, talvez eu conseguisse ligar as lâmpadas dos postes e até cumprimentaria os que passam, agora com as bolsas leves que tocariam músicas e todos juntos encerariam passos de dança de filme das antigas grandes produções de Hollywood. Se o mundo fosse antigo nós já teríamos as respostas, e poderíamos até cantá-las sob a chuva.

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