sexta-feira, janeiro 11, 2008

à grandiosidade da futilidade

É na futilidade que se escondem as coisas mais interessantes. Porque, vamos analisar: fútil é o vão, o insignificante. E, pelo menos pra mim, observar o que se esconde atrás do insignificante é uma busca muito mais enriquecedora do que discorrer e perder meu tempo com o que pula nos meus olhos. Aquela pessoa na sala que se exibe e se mostra tão interessante sempre tem menos tesouros pra oferecer do que aquela escondida em timidez, esquisitice, simplicidade. Aquele sentimento desvendado e analisado não é tão poderoso quanto aquele que está mascarado de carência, dependência, egocentrismo, blush de pêssego.

Só não percebe isso quem nunca viu um filme do Jim Jarmusch. Mas mesmo se viu, não é todo mundo que tem sensibilidade de sentir a poesia escondida no insignificante.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Brilhante baleia, que orgulho.

9:39 PM  

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