7º dia
Não ouviu sinos como era mesmo de não ouvi-los já aos domingos ainda criança e hoje também preferiu dispensar preságios e pesados de mortos-vivos, mesmo que isso assustasse. Contra a vida que assusta, só o amor. Nem mais travesseiro era preciso, e a pequena cabeça nele enfiada para esconder-se da manhã do sétimo dia, que nasce mais uma vez, retorna milênios de existências e fins ao mesmo sétimo dia essencial: o que se nada fez apenas para lembrar-se do nada. E o nada dói um bocado. Pela primeira vez, um domingo e um silêncio não eram medo, eram paz. Havia descoberto, mesmo que por um volume muito mais alto do que deveria, e não pela suavidade malandra brasileira, mas em sussurros franceses pós-punk, a bossa nova.

3 Comments:
o teu blog é um dos mais, legais e interessantes que já vi...parabéns!!!
desculpa...
eu nem sei se vc vai ver isso...
...
eu acho que estudei com vc criança...
baroni, nao?
ixi, nao, meu nome é juliana, sou de vitória. e vc?
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