quarta-feira, outubro 18, 2006

carta

Hoje, ao chegar em casa, abriu a porta já com cuidado para não chutar novamente o usual envelope amarelo, desses que a gente compra um a um, e usa só pra coisas importantes. Virou-se para fechar a porta já com um sorriso no rosto, muito diferente dos sorrisos curiosos das primeiras vezes e dos sorrisos nervosos e assustados das posteriores. Já havia pensado até em fazer uma queixa policial, mas hoje apenas largou bolsa, sapato e casaco pelos lados e sentou no sofá com a tal carta nas mãos. Não foi nada difícil abrir dessa vez porque nem cola tinha. E dentro, só uma folhinha simples de caderno, com linhas azuis e tudo.

Chegavam novas cartas uma ou duas vezes por semana, geralmente terças e sextas. E, nesses dias, era um dia inteiro de angustia no trabalho, de cabeça cheia, imaginando qual seriam as obcenidades da vez, e isso caminhou até a exitação.

Envelope amarelo já jogado no sofá, a carta nua nas mãos, ansiedade posta pelo corpo todo, e, inevitalmente, sua mão já posicionada dentro da calça, ela ia entrar na brincadeira de novo.

1 Comments:

Blogger Sil said...

Hammmmmmm... entrar na brincadeira novamente sempre me aparece atrente!!!
Ju to rindo muito aqui dos seus comentários, muito bom!!
Ai Jujuba é muito amor viu... vou te contar!!!
Saudades querida!!!

1:35 PM  

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