carta
Hoje, ao chegar em casa, abriu a porta já com cuidado para não chutar novamente o usual envelope amarelo, desses que a gente compra um a um, e usa só pra coisas importantes. Virou-se para fechar a porta já com um sorriso no rosto, muito diferente dos sorrisos curiosos das primeiras vezes e dos sorrisos nervosos e assustados das posteriores. Já havia pensado até em fazer uma queixa policial, mas hoje apenas largou bolsa, sapato e casaco pelos lados e sentou no sofá com a tal carta nas mãos. Não foi nada difícil abrir dessa vez porque nem cola tinha. E dentro, só uma folhinha simples de caderno, com linhas azuis e tudo.
Chegavam novas cartas uma ou duas vezes por semana, geralmente terças e sextas. E, nesses dias, era um dia inteiro de angustia no trabalho, de cabeça cheia, imaginando qual seriam as obcenidades da vez, e isso caminhou até a exitação.
Envelope amarelo já jogado no sofá, a carta nua nas mãos, ansiedade posta pelo corpo todo, e, inevitalmente, sua mão já posicionada dentro da calça, ela ia entrar na brincadeira de novo.
Chegavam novas cartas uma ou duas vezes por semana, geralmente terças e sextas. E, nesses dias, era um dia inteiro de angustia no trabalho, de cabeça cheia, imaginando qual seriam as obcenidades da vez, e isso caminhou até a exitação.
Envelope amarelo já jogado no sofá, a carta nua nas mãos, ansiedade posta pelo corpo todo, e, inevitalmente, sua mão já posicionada dentro da calça, ela ia entrar na brincadeira de novo.

1 Comments:
Hammmmmmm... entrar na brincadeira novamente sempre me aparece atrente!!!
Ju to rindo muito aqui dos seus comentários, muito bom!!
Ai Jujuba é muito amor viu... vou te contar!!!
Saudades querida!!!
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