Inicio de verao
Ana Maria,… Não, né? Estou parecendo Manuel Carlos com suas Elenas. Sei lá… Valéria.
Como nunca havia acontecido anteriormente, o horário de verão deixou Valéria um pouco confusa esse ano. “Será que agora são nove ou dez e quarenta?”. Ela teve insônia nesses primeiros dois dias de horas adiantadas, o que é bem raro, e o que piorou de verdade sua confusão. E, nesse caso, dois comprimidos de calmante não foram suficientes para fazer desaparecer aqueles pensamentos noturnos sempre tão negativos.
- Tenho fome, parece estar mais perto do meio dia. Mas ele não escreveu ainda dizendo bom dia e justificando a ligação mal educada de ontem. Ele chega as 10. Estou certa que são nove e pouco ainda. Mas eu tenho mesmo fome, e hoje de manha ainda tomei um iogurte, coisa que nunca faço. Acredito nele ou no meu estômago? Porque eu sempre acredito mais nele do que no meu estômago? Porque eu ainda acredito na boa vontade dele?
Toda vez que Valéria parava pra pensar nessa história, sentia-se meio boba, meio usada, como se a sua experiência em se ajeitar toda e usar calsinhas lindas não tivesse sido o suficiente nesse caso. E ela ainda insitia na boa vontade dele.
- Você sabe bem quem você é, Valéria. Você seria a Pequena Flor de Sidney Bechet para um Ramonezinho desiludido qualquer. Você é o brilho, Valéria. Você é daquelas que aceitam ser poesia para almas aflitas de literatura. Você é sua obra, Valéria, você tem charme, e você nem usa perfume! Porque tanta insegurança, porque tanto medo?
Quando a gente chega ao ponto de usar os argumentos mais certos, racionais e claros para convencer a gente mesmo de alguma coisa, é porque o processo vai ser longo.
- Vou ficar na minha, não vou nem me mexer. Escrevo algumas linhas de textos meus enquanto acreditam que estou trabalhando e, quando começar aquela movimentação natural do meio dia, pego carona em algum grupo mais esperto das horas e vou almoçar. Talvez ele esteja com algum problema na internet hoje.
Como nunca havia acontecido anteriormente, o horário de verão deixou Valéria um pouco confusa esse ano. “Será que agora são nove ou dez e quarenta?”. Ela teve insônia nesses primeiros dois dias de horas adiantadas, o que é bem raro, e o que piorou de verdade sua confusão. E, nesse caso, dois comprimidos de calmante não foram suficientes para fazer desaparecer aqueles pensamentos noturnos sempre tão negativos.
- Tenho fome, parece estar mais perto do meio dia. Mas ele não escreveu ainda dizendo bom dia e justificando a ligação mal educada de ontem. Ele chega as 10. Estou certa que são nove e pouco ainda. Mas eu tenho mesmo fome, e hoje de manha ainda tomei um iogurte, coisa que nunca faço. Acredito nele ou no meu estômago? Porque eu sempre acredito mais nele do que no meu estômago? Porque eu ainda acredito na boa vontade dele?
Toda vez que Valéria parava pra pensar nessa história, sentia-se meio boba, meio usada, como se a sua experiência em se ajeitar toda e usar calsinhas lindas não tivesse sido o suficiente nesse caso. E ela ainda insitia na boa vontade dele.
- Você sabe bem quem você é, Valéria. Você seria a Pequena Flor de Sidney Bechet para um Ramonezinho desiludido qualquer. Você é o brilho, Valéria. Você é daquelas que aceitam ser poesia para almas aflitas de literatura. Você é sua obra, Valéria, você tem charme, e você nem usa perfume! Porque tanta insegurança, porque tanto medo?
Quando a gente chega ao ponto de usar os argumentos mais certos, racionais e claros para convencer a gente mesmo de alguma coisa, é porque o processo vai ser longo.
- Vou ficar na minha, não vou nem me mexer. Escrevo algumas linhas de textos meus enquanto acreditam que estou trabalhando e, quando começar aquela movimentação natural do meio dia, pego carona em algum grupo mais esperto das horas e vou almoçar. Talvez ele esteja com algum problema na internet hoje.

3 Comments:
relógio biológico e relógio de ponto combinados fazem parte do eixo do mal.
segue rumo ao fim. será que eu ainda vou ver ele chegar? juju, lembra que eu disse do dia? seus dias estão cada dia mais dias. hehehehe
Bjo
Pie
Nem me fale dessa bagunça...
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