quarta-feira, outubro 04, 2006

docinho

Odeio pessoas que colocam bula de remédio na história. Acho tão obvio que nem leio o resto. Você não percebeu que todo mundo já escreveu isso? Então qual a graça de você, logo você, assim tão sem gracinha, reescrever essa história? Odeio gente que escreve exatamente o que pensa. Amigo: você já pensou, ok. Agora sobe um degrau pra ter graça da gente ler. Odeio quem acha que pensa coisas mais interessantes que a média. Quando, na verdade, a gente só pensa a mesma coisa insossa que todo mundo. Dai, o que a gente vai fazer com essa basezinha sem graça é outra história. Odeio quem não acredita em biscoito da sorte. Meu deus, vocês acreditam no que? Odeio quem não gosta de comer muito. Odeio muito as pessoas, costumo criar confusões desnecessárias ou por gritar demais de raiva ou por me calar demais de descaso. Amo demais quando amo também, e viro uma dona-de-casa. Odeio quem vira dona-de-casa quando ama. Porque a gente não continua reservada, misteriosa, sem preguiça pro sexo, passando lápiz no olho? É fato que as mulheres de princesas viram bruxas nem 15 minutos depois do pedido oficial. Mas porque a gente namoraria senão pra nos tornarmos as pessoas mais preguiçosas do mundo? Agitação está lá, nas solteiras. Odeio solteiras. Principalmente as que malham. Elas são uma afronta às donas-de-casa. Mas eu também odeio essas. Ser mulher é um problema insolucinável. É por isso que a gente desencana e se diverte, e problema dos odiados.

2 Comments:

Blogger Sil said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

4:40 PM  
Anonymous Anônimo said...

irritando juliana young! pitizinho!

1:30 AM  

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