terça-feira, julho 11, 2006

Quando não é pra ser, nem Cristo.

Até ao Rio nos fomos, meu amor. Como aquele casal recém-casado, mulher grávida, tirando fotos abraçada com coqueiros. De volta, vão imprimir as fotos, montar um album com tema infantil, com algum título do tipo: “o primeiro passeio do pequeno Tomás”.

O César fica concertando alguma coisa na cozinha, ou vai pro banco trabalhar, enquanto Helena, de férias da escola, com uma letra bem bonita, faz as etiquetas detalhadas para explicar cada foto: “aqui estavamos nós três em Copacabana”, “Helena e Tomás olhando a cidade maravilhosa do Cristo”, “Tomás visitou o Maracanã”. Almoço no sábado seguinte para mostrar as fotos pra família. Coisas de gente organizada.

Vida organizada, meu amor. Coisa que nunca soubemos, e é talvez só isso ou a maior dessas características que nos elogiamos de sermos parecidos. Somos dois enrolados, dois folgados, que levam a vida com a barriga, sempre encostados em alguém, em alguma facilidade, com alguma preguiça.

Não vou correr atrás, paixão. Até pro Rio nós fomos. Apenas não deu certo, como não haveria de dar mesmo com gente tão parecida. Tinhamos o sol, o vento terral, aquela vista, tava tudo alí, e não foi. Talvez a névoa tenha atrapalhado a vermos o nosso infinito. Não foi, as coisas são assim mesmo, ok.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

e o que mudou? meses depois?
o que buscam?

1:13 AM  

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