terça-feira, abril 18, 2006

Dia de estrela cadente

Um dia desce uma estrela cadente, dessas estrelas revoltadas que se descolam da retina-rotina e se jogam no vazio, pra cair de novo na rede lá do outro lado. Fazem isso sem saber, sou, mesmo sabendo, ou doidas mesmo, por amor. Fazem para liberar o raio que segue sua cauda, que faz os cabelos mais sedosos e os dias, talvez, um pouquinho mais felizes. E, descendo a doida da estrela, você acorda bem humorada. Canta no chuveiro e pensa até em tomar uma ducha fria, para acordar. Não toma, porque está frio, mas canta, faz seu papel. Roberto Carlos. Sái do banho, toma um café da manha, abotoa os botões da blusa, pega umas curvas pelo caminho e vai para o outro lado da cidade, ouvindo o ronco barulhento dos motores. E, percurso longo, várias caras pelo caminho, na rua, no metro, na rua, no elevador, no escritório. E, de todos, só quem o acompanha é mesmo aquele pequeno sorriso, e aquela melodia gostosa, saudade da casa da fazenda, de acordar domingos pra ir à igreja com a vitrola arranhando um “hummm, humm, de nois dois, são coisas”… Manhã feliz, musiquinhas e cabeças caídas pro lado. Coisa rara. Coisa de estrela cadente.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

sobre o nada.

12:57 AM  

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