Leia.
Eu egocentrica insegura, certo tipo que existe sim atrás da maquiagem, mas que acha que não, e acha que sim, e acha que não e sim e sim de uma forma e não de outra. Maníaca compulsiva. Confusão mental de esperar e esperar formas e coisas para formar novas coisas. Toc.
Lí umas coisas e relí seus textos, e pensei: poxa, eu escrevo bem. E olhei em volta e observei as pessoas colarinho de ansiedade e coisa oca e levantei o ombro e puxei um cigarro. Os papos petiscos e cervejas iam de copa à reunião meio torta que o chefe fez às 6. E a mente estava uns kilometros dalí, fixa mente em antigos ícones.
Mostro não mostro pra ele meus novos textos? Faço não faço esse papel de: olha pra mim! Costumo mesmo fazer. Seus textos são incríveis, seguros, não estão alí olhando pros meus peitos, são bons de si. Mas eu, um tanto pela parte egocentrica, um tanto pela parte insegura, coloco-me num decote, mordo o dedo, aperto um pouco os olhos.
Mostro não mostro… Talvez se encontrasse com ele de novo às 3h da manhã no msn, naquelas nossas vidas sem graça, casas vazias. Eu imaginava a cena: de pijama, azulado pela tela, raio que seguia ainda um pouco menos de um metro além dele, livros velhos meio lidos na escuradão em volta, a mulher dormindo, nada de sexo hoje, talvez nem essa semana. Perfeito.
Talvez deva amanhã ou hoje mesmo ficar preparada para um oi, como vai. Se assim é, vou logo embora desse bar óbvio, com gente que fala fala sem parar pela angústia de ser óbvia. Durmo um pouco e aparento saúde na web cam. Já viu escritor aparentar saúde? Escritor sem olheira? Escritor na web cam?? Puxo mais um cigarro. Um amigo pede um pedindo um papo. Coisas de quem eu acho bonito lá na agência. Eu ainda respiro.
Saudade de me mostrar pra quem pode me ver. São poucos que sabem ver. Ele, aquele olhar de cara novo, mas que acha que é bem velho, e com quase 40 a gente talvez seja mesmo, e isso me atrai. Descabelado, palavras gentis e curtas, apaixonantes ou sexuais. Eu assumo um tanto mais adolescencia e jogo mesmo. Começo como num texto, ele aumenta as linhas. Palavras que podem ser outras coisas, e são nelas que a gente gasta mais nosso tempo.
Oi, como vai?
Oi, quanto tempo!
Oi, aqui essa hora? Ocupado? Quer ler um texto?
Lí umas coisas e relí seus textos, e pensei: poxa, eu escrevo bem. E olhei em volta e observei as pessoas colarinho de ansiedade e coisa oca e levantei o ombro e puxei um cigarro. Os papos petiscos e cervejas iam de copa à reunião meio torta que o chefe fez às 6. E a mente estava uns kilometros dalí, fixa mente em antigos ícones.
Mostro não mostro pra ele meus novos textos? Faço não faço esse papel de: olha pra mim! Costumo mesmo fazer. Seus textos são incríveis, seguros, não estão alí olhando pros meus peitos, são bons de si. Mas eu, um tanto pela parte egocentrica, um tanto pela parte insegura, coloco-me num decote, mordo o dedo, aperto um pouco os olhos.
Mostro não mostro… Talvez se encontrasse com ele de novo às 3h da manhã no msn, naquelas nossas vidas sem graça, casas vazias. Eu imaginava a cena: de pijama, azulado pela tela, raio que seguia ainda um pouco menos de um metro além dele, livros velhos meio lidos na escuradão em volta, a mulher dormindo, nada de sexo hoje, talvez nem essa semana. Perfeito.
Talvez deva amanhã ou hoje mesmo ficar preparada para um oi, como vai. Se assim é, vou logo embora desse bar óbvio, com gente que fala fala sem parar pela angústia de ser óbvia. Durmo um pouco e aparento saúde na web cam. Já viu escritor aparentar saúde? Escritor sem olheira? Escritor na web cam?? Puxo mais um cigarro. Um amigo pede um pedindo um papo. Coisas de quem eu acho bonito lá na agência. Eu ainda respiro.
Saudade de me mostrar pra quem pode me ver. São poucos que sabem ver. Ele, aquele olhar de cara novo, mas que acha que é bem velho, e com quase 40 a gente talvez seja mesmo, e isso me atrai. Descabelado, palavras gentis e curtas, apaixonantes ou sexuais. Eu assumo um tanto mais adolescencia e jogo mesmo. Começo como num texto, ele aumenta as linhas. Palavras que podem ser outras coisas, e são nelas que a gente gasta mais nosso tempo.
Oi, como vai?
Oi, quanto tempo!
Oi, aqui essa hora? Ocupado? Quer ler um texto?

1 Comments:
parece que escritor que puxar papo com escritor, pelo orgulho de falar! hahahaha
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